O dia

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    Dia vinte e quatro de setembro de dois mil e dez, sexta feira. Me levanto ansioso e ao mesmo tempo com medo. Ansioso para dar meio dia e meio para vê-la, e medo da prova de português sobre Orações Subordinadas Adverbiais às nove horas e dez minutos, e logo após uma prova de matemática sobre trigonometria, equações de primeiro e segundo grau, e bháskara.
    Tomo um copo de leite, um cereal de fibras e vou à escola. Chegando lá deparo com setenta porcento da sala falando sobre as prova de recuperação da matéria de inglês. Como sou um ser "intelectual" (diga-se de passagem), fiquei quieto, pois eu não precisava fazer a prova por que fui bem na primeira. Por fora eu estava quieto. Já por dentro: "HA HA HA, MAS EU TÔ RINDO ATOA!".
    A aula começa sete horas e meia. Todo mundo faz a tarefa passada pela professora, enquanto eu, que fiz em casa, fiquei conversando com o Felipe Grein. Dado oito horas e vinte minutos, a primeira aula acaba e a professora separa os alunos que precisam fazer a prova dos que não precisam. Então bate o sinal e acaba a aula. Começa então a matéria de português, e mais uma prova... essa eu precisava fazer, pois não era de recuperação. Faço a prova com maior facilidade, mas nem tanta, tirei um vírgula quatro, sendo que valia dois a prova. Más tá de bom tamanho, a professora me disse que fecharei com dez na média. Ou seja, tirando até zero na prova eu já estava feliz. Dado o sinal, as provas são entregues e vamos ao intervalo.
    Toca o sinal. Aula de matemática. Novamente fiz a prova com tranquilidade, mas creio eu que errei a ultima questão, podendo tirar uma nota superior a 9, pelo menos. Acaba a aula e eu saio voando para casa. Tomo banho, escovo os dentes e vou para a estação. Chegando lá atravesso a passarela e pego o trem para Poá. Vou em direção à escola dela e a encontro na subida, junto com uma amiga. A gente sobe a rua conversando até que chegamos no portão e a amiga dela entra pra resolver um "pepino", enquanto eu fico conversando com ela. Até que: "André, vamo lá pra cima, rapidinho". A gente sobe. Continuamos a conversar até que ela pergunta se eu quero ficar com ela. Devo responder? Ficamos. Amigo, aquilo foi como uma viagem à outro país. Aquela pessoa, linda, loira dos olhos verdes, trocando salivas comigo... é indescritível o momento.
    Porém felicidade de pobre dura pouco. Quando percebo já é uma hora e meia e ela precisa ir à aula e ao mesmo tempo meu pai chega para me pegar. Vou embora triste e meio tonto. Agora cá estou em casa... escrevendo como foi.

    Finalizo aqui e espero que semana que vem eu consiga repetir tudo de novo.
Abraços a todos.


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