Olá. Estou de volta, de novo. Você deve ter percebido que fiquei sem postar por uns tempos, mas é devido a uns problemas ai, alguns resolvidos, e outros nem tanto. E eu também fui viajar, e criei uns posts antes e programei para serem postados, como é possível notar. E sim, esse post não é programado, é "ao vivo". E para mudar um pouco, resolvi contar uma história que aconteceu comigo esses dias.
Lá estava eu, tentando dormir às 4:27. Eu estava sem sono, me revirando na cama como um inseto ferido, ou como uma tartaruga virada de cabeça para baixo. Estava calor, e eu estava dormindo apenas de bermuda, e coberto com nada mais do que um lençol. A janela de meu quarto estava aberta. Eu gosto de dormir de janela aberta para que entre um pouco de luz, pois minha casa é muito escura com nada aceso, parecendo mais uma caverna do que uma casa. Minha porta do quarto também estava aberta. Eu não gosto de dormir com portas fechadas, pois escurece ainda mais meu quarto, e se eu preciso acordar no meio da madrugada para ir ao banheiro ou outra coisa, não enchergo o caminho. Meia hora se passa e eu ainda não consigo dormir. Já era 4:57 e eu ainda nao conseguia nem sequer pegar no sono. Resolvi então assaltar minha geladeira para ver o que consigo de bom. Me dirijo à cozinha, abro a geladeira... e nada. Nada é o que pode se definir do que eu vi de dentro da geladeira, estava vazia. Triste e tampouco com sono, volto para cama. Volto a me revirar, e nada. Até que eu escuto um barulho forte, vindo da telha de minha lavanderia, e eu me assusto. A única coisa que eu tenho medo, é estar em casa quando alguem invade ela, o que me deixa com medo, nesse exato momento. 'Meu Deus, será que tem alguem aqui dentro?', pensei. Começo a tremer e tentar esquecer o barulho, mas quanto mais eu tentava esquecer, mais eu pensava na possibilidade de estar alguem ali, esperando um de meus pais abrir a porta e assassiná-los. Comecei a criar coragem. Levantei-me de minha cama, vesti uma meia para não fazer barulho ao andar, vesti um roupão, peguei um taco de beisebol e fui em direção à porta da lavanderia. Com movimentos rápidos, giro a chave e a maçaneta, para que não houvesse um intervalo um tanto quanto longo de tempo, e o suposto bandido não abrisse a porta antes que eu. Abro a porta e já ataco com o taco de beisebol... na parede. Não havia nada, e ninguem na lavanderia. Mas o buraco estava ali, na telha, para meu pânico. Um pouco mais calmo, revisto bem o lugar para notar algo de errado. Alguma coisa fora do lugar, ou alguma coisa 'nova'. O que acho, ou não, é a chave da porta dos fundos, que fica na lavanderia. Ela não estava lá, para aumentar meu pânico, novamente. Largo tudo que estou segurando (o bastão, a chave do corredor/lavanderia e uma lanterna) e corro para a cozinha, pois lá tem 2 janelas que dão visão ao quintal, e eu queria usá-las para ver se o bandido estaria correndo para ir embora. Chegando na cozinha, pego um banco e subo nas janelas. Nada, é o que eu vi, nas duas janelas. 'Será que ele tá na garagem?', pensei, e vou ao meu quarto que tem uma janela com visão privilegiada para a garagem. 'Droga de Fiat 147 do meu pai, tá tampando a visão da garagem', reclamo, batendo a mão no armário. Sem as chaves que estavam na lavanderia, eu estava sem chances de ir à garagem verificar tudo com mais cautela, e sem sorte, receber um tiro de presente. Resolvo então fechar as janelas totalmente, com direito a madeiras para trancá-las, e tentar ir dormi, de novo. O bater do meu coração nos meus dedos era tudo que eu conseguia sentir em mim, além do meu tato estar aguçado, a ponto de poder sentir a brisa que vinha da porta, e também da janela, apesar de estar totalmente fechada. Eu esta suando, e meu cabelo começava a ficar ensopado. Até que, sem saber como, eu durmo. Levanto assustado às 8:32, e vou em direção a lavanderia, diretamente. A chave estava lá, e eu estranho muito a cena. Pergunto a meu pai, sobre tudo, e explico o que aconteceu comigo, mas ele me explicou que era um gato que quebrou a telha, e a chave estava com ele, pois ele esqueceu de guardá-la, assim que voltamos de viagem.
Abraços
Abraços
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