Ode ao Gustavo

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A foto é antiga, e era o dia em que eu conheci ele
    Antes de qualquer comentário vindo de você, não pense em coisas gays, meu jovem. O Gustavo é meu amigo, e amigos também fazem dedicatórias uns para os outros.
    Para quem não conhece o Gustavo, ele é um dos meus melhores amigos no acampamento e eu respeito muito e admiro ele. Ele sempre tá perto de mim quando eu preciso e isso me faz sentir querido e amigo para alguém, como ele. 
    Eu o conheci na minha primeira temporada com a TCA (Tio Carlos Animação) em Janeiro do ano passado. Naquele tempo a gente não se falava muito, mas então a gente foi se conhecendo e eu percebi que ele é uma pessoa que faria extremamente MUITA falta caso não me acompanhasse em alguma temporada. Acho que o ponto em que mais marcou foi o dia em que ele começou a me zuar por morar em Ferraz de Vasconcelos, que segundo ele, é preciso sair de São Paulo e "Andar 15km até a estação de trem mais próxima, fazer 30 baldiações, pegar 4 táxis, 8 ônibus, 2 aviões, 1 nave espacial, 3 buracos negros, 5 teleportais, uma carona com o Dragão Gigante Intergalático Incinerador de Planetas (#piadainterna) para poder chegar na metade do caminho". Que foi o dia mais raxante de todo o acampamento, me rendendo até o prêmio de maior gargalhador do local, e o dono da risada mais gostosa. Mas, eu creio mesmo que o dia em que mais me marcou foi na temporada de Julho do ano passado, em que ele teve a melhor ideia de todas, que irei explicar no começo do próximo parágrafo.
    A gente é do quarto dos mais velhos do acampamento, e a ideia consistia em ir no quarto dos médios, sequestrar um garoto aleatório, levar pro nosso quarto, fechar a porta e colocar uma beliche na frente pra ninguem abrir, jogá-lo em alguma cama, amarrá-lo, tocar Death Metal, e quando começasse a pancadaria na música a gente começava a esmurrar a vítima. O nome disso nada mais é do que "Ritual". E toda vez que eu escuto rock pesado, ou penso em algum ritual ou coisa parecida, eu quase choro de saudades dele, e do acampamento. E homens também choram, beleza?
    Falando em chorar, acho que o Gustavo foi o primeiro a me fazer realmente chorar no acampamento. Em toda final de temporada tem uma fogueira que todo mundo fala alguma coisa bonitinha, mas eu nunca consegui chorar. Mas na temporada de janeiro desse ano, Ele me mandou uma carta da qual eu ja postei aqui no blog, e me fez chorar.
      Dia 5 de Fevereiro foi aniversário dele, no apartamento da Avó dele, e eu fui. Peguei todos os itens já citados anteriormente para chegar em São Paulo e depois de uma hora e meia eu estava lá (encurtei as horas. Eu tive que sair de casa duas semanas antes para chegar a tempo). A festa acabou tarde, e depois de brigar com meus pais por 15 minutos no celular, eu recebo a autorização de dormir na casa dele. A emoção foi indescritível: primeira vez que durmo fora de casa, e na casa de um dos meus melhores amigos, de São Paulo.
Gustavo, eu te considero pra porra meu velho. Te espero esse final de semana pro meu aniversário.

Abraços

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